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Friday,
20 November

Máximo Huaraka Cusiquispe, desde Cuzco hasta el mundo.

Amigo de um dia: Gunnar, de München.

Amigo de um dia: Gunnar, de München.

Sueños blancos



Arequipa me arrebatou e eu me entreguei aos seus ângulos e suas formas. Emocionei-me com as suas luzes, com os seus brancos. Uma poesia em forma de cidade. Talvez européia demais, higiênica demais, mas um alívio entre Juliaca e Puno. Sobrevivente de terromotos, de insultos, de trombadinhas. Permanece intacta na minha memória. Alva e límpida. Pérola do Peru.

Thursday,
22 October
“Viajar renova o gosto pela vida e pelas pessoas”
Monday,
12 October
Thursday,
8 October

Reynaldo



Reynaldo tem 18 meses e nunca tivera os cabelos cortados. Tinhas as mãos sujas, os fios embaraços de sujeira, as roupas como farrapos. Tinha 18 meses e passava 12 horas do dia sentado na sombra a beira de uma estradinha na Ilha Taquile, no Peru. Não tinha pai, não tinha brinquedo, não sabia como sorrir.

Reynaldo foi a criança mais triste que eu já vi na vida.

Ay Ay Consuelito

  • Con: Y vos, porteña?
  • Yo: No, soy brasileña.
  • Con: Pero como?
  • Yo: Si de Brasil. Argentina que no che.
  • Extrañote viejita.
Monday,
5 October
El lago Titicaca. Um mar de 8.562&#160;km² a  3.800 metros de altitude. Navega-se por horas e não se vê sua margem. Localizado entre a Bolvia e o Peru, é residência de aymaras, que vivem sobre ilhas flotantes, truchas que sobrevivem a água fria e muitos outros animais e plantas. Um puma em forma de água.

El lago Titicaca. Um mar de 8.562 km² a 3.800 metros de altitude. Navega-se por horas e não se vê sua margem. Localizado entre a Bolvia e o Peru, é residência de aymaras, que vivem sobre ilhas flotantes, truchas que sobrevivem a água fria e muitos outros animais e plantas.

Um puma em forma de água.

Sunday,
27 September

Mi Wasi

Conheci Kiki, Anne e Ian num jipe pelo deserto entre San Pedro de Atacama, no Chile e Uyuni, na Bolivia. Até pensei que em algum momento desses 4 dias, aprendi a falar algo de alemao. Em La Paz, revi os amigos que conheci no Vale de la Luna: Lauren (Alaska), Marc (Suiça) e Cris (Alemanha). E também outros ingleses, japoneses, australianos, alemaes, espanhois. Gente de todo mundo, em uma comunidade silenciosa com fome de mundo.

No sobe-e-desce das ladeiras de La Paz, Chakaltaya, Copacabana e pelos andes inominaveis, nao tinha mais folego, mas era feliz. Também fiz amizade com os guias bolivianos e peruanos pelo caminhos. Pessoas que em poucas horas tinham a generosidade de compartilhar suas vidas e conhecimento com turistas, mochileiros, gente que vinha e nao voltava.

E sempre havia a gente querida das ruas. Sempre pobres, sempre secos de sol e vento, mas com um brilho incrivel no olhar. A pé, a fé nao falha. Me perco, mas sempre me encontro. Só, mas bem acompanhada.

“What I really wanna say I can’t define
that love make it go
my soul will have to…”