Tuesday,
19 April
∞
prost!
Você pensa em Munich e logo vem Oktober Fest na cabeça. E é claro, pensa em cerveja. Eu experimentei uma Augustiner e é a melhor que eu já tomei na vida. Ponto final.
Mas a melhor experiência ainda foi ver a cidade do alto, rodando em um carrossel, num dia infinitamente azul clichê. Um parque de diversões inteiro para adultos beberrões, turistas mal-vestidos e mochileiros perdidos, e um céu vazio de nuvens.
Unendlich.
Sunday,
5 December
∞
way home
Seoul, 21st of August 2010
Find peace, find god, find meaning. Find the way without the fear of having to come back one day. FInd home. FInd the place you belong. And leave. To travel is to always say goodbye. Find us among the letters and poetry and illusions of a better life. This is the only life.

I’ve found my new love and place. Seoul is her name.
Sunday,
29 August
∞
Up in the air

No céu da Turquia, o mundo vira brinquedo e a gente vira mosquito. Tempo vira um conceito tão incompreensível quanto uma língua estrangeira e um deus que tudo cria. Voa sobre tudo. Indiferente. E a gente se esquece, sobrevoa todas as coisas como se elas coubessem na palma da mão. Refugia-se no azul do céu, abraça o sol que nasce e se sustenta sabe se lá como. Do alto, apaixonava-me por um mundo que não cabia no meu peito.
Monday,
26 July
∞
Sueño Madrileño
Não esperava nada de Madrid, só queria descansar meus pés depois de 3 semanas andando pela Europa. Mas a cidade exigia que eu a olhasse, que a admirasse. Porque tinha jeito o jeito espanhol de gritar abraçando, falar cantando e não dormir enquanto há festa. Como zumbi, arrastava-me pelas ruas, tonta com as cores, com as pessoas, com as flores. Acordei apenas para a pintura que até hoje é a que mais me emociona: “Guernica.” Depois disso, não lembro mais. Apenas flashes das tapas espanholas, do centro tão parecido com o de São Paulo, porém dourado, com a música que não parava nunca… Madrid foi a cura pra minha ressaca.

Sunday,
25 July
∞
Para Siempre Barcelona
Descobri Barcelona em um dos especiais de férias da revista Capricho. Entre Mickeys e Cinderellas, encontrei as cores e formas de Gaudí. Devaneios que nunca esqueci. E quando a avistei quase dez anos depois, azul e grande, achei que era o céu que havia caído. Era o jardim encantado em forma de cidade, caverna em forma de catedral, ondas em forma de bancos de praça. Alguém jogara tintas e redondas pedras, moldara a cidade como montanha-russa. Brincava na copa de uma árvore multicolorida chamada Barcelona. E a guardei, como um sonho de infância.
Sunday,
16 May
∞
Grazie… e prego!
15 horas de viagem pelos trilhos de Paris até Roma. E fui presenteada com um céu digno de cinema paradiso. E era tudo lindo e caótico e monumental, como um museu carnavalesco de pedras e granito. Coliseus, michelangelos, escadarias, da vincis, arcos romanos, desfilavam na minha frente como objetos triviais, embora mais antigos que somados todos os prédios históricos do meu país tupiniquim. Quis mergulhar… Mas os olhos são lentos demais, a retina curta e os meus pés teimavam em querer parar. Eu queria não parar de admirar.

Seriam deuses os italianos?
Saturday,
1 May
∞
Les Eaux de Mars
Paris era tão linda que doía. E enjoava. Essa coisa da perfeição imaculada que incomodava. Céu mais anil, flores mais coloridas, riqueza mais infinita, coisas que não se vê. Até o mendigo roto e sujo brilhava como a torre à noite, tocava acordeão como nos filmes franceses e eu flutuava deslumbrada. Das coisas que me comovem até hoje: a mudança na cor do céu do deserto do Atacama e o brilho parisiense. Como eu não conseguia piscar os olhos, queria tatuar todas as cores e formas dentro da minha memória. Milagres que não se restringiam apenas a sua luz matinal refletindo no Siena, ao pôr do sol laranja na Champs-Élysées ou a noite cheia de pontos multicoloridos no Montmartre. E a gente se sente feia, sem graça, doída mesmo ao pé do Sacre Couer, no alto de Montparnasse. De Paris, eu não esqueço.
Saturday,
3 April
∞
Another Brick In The Wall
Frio negativo em um cemitério de pedras e cores. Rasgos que quebraram beijos, irmãos, sonhos. Reconheci esse vácuo como meu, o de minha família. Absurdos. De morte, de vida. O que separa, também une, absurdamente sobrevivemos. Um murro que sangra, porque não nasceu, cresceu cinza, envergonhado. Dividiram em tijolos para dividir a culpa? Frio nos olhos.
Sunday,
14 March
∞
Bruxelles, Je T’aime

Foi em Brussels que eu vi os prédios mais antigos e bonitos, que o concreto e a pedra ou do que quer que sejam feitos as suas construções tinham inúmeras matizes e o verde, o ouro, o dourado, as pessoas eram meros detalhes dentro de uma cidade que era só ela, concreta, reta e sincera - tão séria, e apesar disso, e talvez por isso, tem como principal representante um menino sapeca Manneken, e tem tantas lojas de chocolate para amolecer a vida e tantos tipos de cerveja para adoçar os semblantes; é carregada, mas bela e fascinada, mesmo apressadamente, amei Brussels pra sempre.
Sunday,
7 February
∞
Happy Amsterdam
“Een volk dat voor tirannen zwicht
zal meer dan lijf en goed verliezen
dan dooft het licht”
De Amsterdam eu não lembro. Tinha um resfriado, um vento muito branco e seco e uma solidão que ocupava todas as paredes. As pinceladas coloridas não chegaram a esquentar o córrego e as ciclovias. E eu tive medo de paralisar diante de uma língua tão estranha e tanta fumaça em tão estranho continente. Tão corretos todos.
Mas confesso, sorri com as tulipas de plástico, com as bicicletas no lugar das pernas, com a liberdade constituída. O beijo de Bredero, a timidez de Anne, as linhas de Van Gogh. Sementes pra um mundo melhor. Congelei sim, mas havia música no fim. E um arco-íris imenso.